quarta-feira, 22 de abril de 2009

Importância do porquê!

Como no início do período costumo ser aplicada (rs*), estava lendo o livro de Educação Inclusiva da professora Rosana Glat e na página 52, o último parágrafo me chamou muita a atenção. Gostaria que vocês lessem e pensassem. Como futuros pedagogos e também pais e mães, vale muito a pena!
Parece que lendo esse parágrafo, me reportei a minha infância quando pedia alguma coisa e tinha aquela linda resposta: NÃO! Aí, a pergunta de toda criança: "-Por quê não?" E o que recebíamos em troca. Simplesmente um porque não.
Se isso aconteceu algum vez com vocês também, e vocês não entendem o motivo do NÃO até hoje, estamos no "mesmo barco"... rs...
Enfim... Vamos ao parágrafo...

Instruir não é educar. Ensinem, e terão quem saiba; eduquem, e terão quem faça. Mandar recitar de memória o que não se entende é fazer papagaios. Não se mande, em nenhum caso , uma criança fazer nada que não tenha o seu "porquê" junto. Acostumada a criança a ver sempre a razão apoiando as ordens que recebe, sentirá falta dela quando não a vir e perguntará por ela dizendo: "Por quê?" Ensinem as crianças a serem perguntadoras, para que, pedindo o porquê do que as mandam fazer, se acostumem a obedecer a razão; não a autoridade, como os limitados, nem ao costume, como os estúpidos.

É assim... desde pequenos precisamos aprender a criticar... e ensinar nossas crianças a serem críticas!
Bjo pessoal...
Espero que achem interessante minha postagem!!

2 comentários:

  1. Como disse na última aula, que perguntas deixamos de fazer por sermos adultos? Um pesquisador, ou um curioso, ou qualquer um, precisa se infantilizar para se fazer perguntas que, na sua obviedade aparente, guarda um monte de segredos.

    De todo modo, esse papo de ensinar alguém a ser crítico, acho muito ilusório e um tanto presunçoso. Parece que nós, detentores do saber, podemos passar, com facilidade o impeto pela crítica. Acho que isso é mais diluído, mais conversado, acontece mais quando não objetivamos... quando menos esperamos, pá, se critica.

    E ae galera?.. o que acham?

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  2. Na verdade, talvez a gente não ensina alguém a ser crítico, e sim permite que seja. Permite no sentido de,como educadores, professores, que estão lá na frente com o "poder" da palavra, abram espaço ainda para a discussão, conversa e talz,por aí né...
    Curioso pensar que quando se pergunta em uma turma de primeiro segmento do ensino fundamental o que eles acham de qualquer coisa, muito mais crianças levantam a mão do que em uma turma de sei lá, ensino médio por exemplo. Aí é a questão de que as crianças não sentem vergonha de falar, perguntar e talz, enfim, são muitos processos juntos (biológicos mesmo, sociais, etc) , não é fácil "criar" esse espaço de discussão na sala de aula com tooodos, mas... com certeza é possível, ou não, rs tá aí. Beijos povo!

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